Rio de Janeiro, 27 de Dezembro de 2000.

À DURALUX Indústria e Comércio LTDA
Rua Paulo Lobo de Moraes, nº 205
Petrópolis, RJ

Assunto: Congratulações e Apoio.

Atenção: Snr. Diretor Joel Franco Sacilotti

Prezado Senhor:

Eu, Ricardo Lisboa da Cunha, engenheiro ambiental em nível de pós-graduação, venho por meio desta carta manifestar minha opinião de técnico em meio ambiente há mais de 25 anos, e há cerca de 9 anos trabalhando em questões de energia alternativa e conservação, quando na Conferencia Mundial de Rio-92 iniciou-se nossa participação, e a partir daí acompanhando esta questão até hoje.

Os produtos que a fábrica dirigida por V.S. a DURALUX vem fabricando, a qual ainda não conheço, somente por intermédio de alguns produtos fabricados que estou estusiasticamente usando em minha residência, e particularmente em meu quarto de dormir, pelas seguintes razões que venho a dar conhecimento a V.S. e expor suscintamente abaixo:

- A quantidade de luz natural exposta ao olho humano ao amanhecer, de acordo com a sabedoria da própria Natureza, é gradativa e vai aumentando aos poucos, à medida que o dia vem raiando e o sol aparece no horizonte.

- No amanhecer, o nascer do sol se dá lentamente de acordo com a rotação e o grande raio da Terra. Durante essa operação natural de penetração de claridade que começa a despontar no oriente do observador, a luz penetra na atmosfera numa operação lenta e gradativa. Ao mesmo tempo a pupila do olho humano do observador, proporcionalmente à quantidade de luz que chega e gradativamente se abre para receber a total claridade do dia, após ter passada toda a noite de sono fachada no ato de dormir no escuro.

Nada mais sábio do que a Natureza, pois se a claridade chegar aos olhos de uma só vez a tendência da pupila não é de abrir-se, e sim fechar-se imediatamente. Isso não é medicina mas uma constatação física fácil para qualquer obsevador atento.
Então o que acontece quando contrariamos a Natureza, isto é, ascendendo as luzes brilhantes do quarto imediatamente após acordar do sono?
Em termos médicos não sei avaliar suas consequências, mas sou testemunha de mim mesmo, pois ao observar a minha diminuição progressiva de visão no aumento do grau positivo dos óculos para leitura, como leigo que sou nessa questão, passei a observar o fenômeno, e procurar proteger-me da melhor forma possível. Não posso afirmar que haja uma relação direta com a perda da visão, porque existem outros fatores em jogo e o próprio envelhecimento do organismo, mais sei que sinto uma melhoria na visão, após evitar ao máximo ascender luzes internas e brilhantes imediatamente ao acordar, pois a pupila nesse instante ainda está fachada, deixando ela abrir-se lentamente com a claridade natural. Então como proceder após observar o problema?

Foi mais simples do que pensei, pois decidi não ascender luzes no quarto e no banheiro, deixando a claridade natural entrar por si mesmo gradativamente no ferscor da manhã com a janela aberta.
Mas as vezes o curto tempo disponível e os compromissos não me permitiam a operação ser completada, e então eu acabava por ascender todas as luzes.

Agora não preciso mais fazer isto pois descobri que esse produto fabricado pela DURALUX atende à questão no sentido de aumentar a gradatividade da intensidade da luz em pelo menos dois estágios, um fraco e um mais forte, adaptando a vista à medida que vai se acostumando à intensidade inicial fraca e depois passa para o estágio de claridade mais intensa.

Bem, temos ainda na praça os chamados reostatos eletrofísicos adaptados a interruptores de luz, que sempre fornecem uma solução para esta questão, com a restrição de que consomem a mesma energia somadas na resistência elétrica e no reostato ao final para qualquer potência de brilho apresentada, não havendo economia de energia.

No caso dos aparelhos eletrônicos fabricados por vocês, não há consumo de energia adicional, além da própria resistência da lâmpada, ascendendo no valor de potência desejado, e dessa forma havendo uma grande economia de energia, quando em uso no estágio de menor potência no final de um período grande, além da proteção aos olhos como mencionei anteriormente.

Assim, gostaria de manifestar minha satisfação em poder colaborar nessa divulgação do fato, enviando para meus amigos essa informação, para que outras pessoas e o próprio Governo atentem para o fato desses minúsculos aparelhos de conservação de energia, mas que somados numa grande cidade poderão diminuir consideravelmente o consumo de energia e ainda proteger os olhos dessas pessoas.

Sem mais para o momento, congratulo-me com V.S. pela originalidade da idéia da fabricação desses aparelhos, subscrevendo-me,
Atenciosamente,